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Apesar de contratado, goleiro Bruno precisa de autorização para jogar
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Apesar de contratado, goleiro Bruno precisa de autorização para jogar

O goleiro Bruno Fernandes assinou contrato com um time do interior de Minas Gerais, que sequer disputou a terceira divisão do Campeonato Mineiro neste ano, mas ainda depende de autorização judicial para voltar a atuar dentro de campo.

Isto acontece não só porque o clube contratante, o Poços de Caldas Futebol Clube, fica localizado a 150 km de Varginha, onde o jogador mora com a esposa e uma filha, mas, segundo o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o juiz Tarcísio Moreira de Souza precisa avaliar o contrato e, depende dele, o aval para que Bruno possa voltar aos gramados.


O ex-goleiro do Flamengo também só pode deixar a cidade com permissão da Justiça.

A permanência em Varginha foi um dos critérios estabelecidos pelo juiz Tarcísio Moreira de Souza para que o atleta pudesse deixar a prisão, em julho deste ano. Apesar da limitação, o Poços de Caldas Futebol Clube garantiu que o contrato com o jogador foi assinado e que ele deve ser apresentado na próxima semana.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (28), o presidente do clube Paulo César da Silva, diz que, entre o time e o atleta, está tudo certo.

— Referente ao clube não está faltando nada, apenas a liberação do desembargador ou juiz, alguma coisa assim, para que ele esteja presente na cidade de Poços de Caldas.

Divergência

Mariana Migliorini, advogada que representa o atleta, informou que pretende fazer um cronograma com as datas de todos os possíveis jogos e treinos fora da cidade e enviar para avaliação da Justiça e do Ministério Público. Segundo ela, Bruno não precisa de autorização judicial para voltar a jogar, já que o trabalho é obrigatório para condenados que cumprem regime domiciliar.

Como o presídio de Varginha, onde Bruno estava preso, não tem vagas para detentos que cumprem o semiaberto, eles passam ao regime domiciliar, de forma automática, de acordo com a Súmula Vinculante 56, do STF (Supremo Tribunal Federal).

"O trabalho é uma condição que ele tem de cumprir. O semiaberto aqui difere um pouco do normal", justifica a advogada ao dizer que Bruno não precisa de autorização da Justiça para voltar a jogar, apenas para atuar fora da cidade.

No entanto, o ex-presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da OAB-MG (Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais), Fábio Piló, garante que o juiz precisa anuir o trabalho de Bruno. 

— É uma obrigação dele trabalhar, mas o trabalho externo tem que ser autorizado. Ainda mais que, como ele está em regime semiaberto, ele deve estar na comarca para pernoitar.

Fonte: noticias.r7.com

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