Em plena luz do dia, algo raro de acontecer, um morador encontrou um grande tatu-canastra cavando uma toca em uma área rural de Mato Grosso do Sul. No entanto, o que inicialmente demonstrava a beleza da fauna do Cerrado virou, nesta quarta-feira (29), caso de polícia. Isso porque uma família acusa um rapaz de apropriação de conteúdo nas redes sociais.
Na terça-feira (28), um morador identificado como Marcos Maia compartilhou o registro, indicando que ele foi feito próximo à Fazenda Todos os Santos, em Camapuã, cidade localizada a 141 quilômetros de Campo Grande. O Jornal Midiamax entrou em contato com ele e com a página Ribas Ordinário no período. Além disso, o vídeo viralizou em outros portais como sendo de autoria dele.
No entanto, uma família contesta a autoria do vídeo, afirmando que pertence ao trabalhador José Guilherme Silva Oliveira. Segundo a esposa dele, Ana Rayssa Geronimo Pereira da Silva, dona de casa, as imagens foram feitas no sábado (25), próximo à MS-040, em Ribas do Rio Pardo.
“Meu esposo trabalha com prancha e foi buscar umas máquinas na região da 040. Eles estavam parados quando o parceiro viu o tatu; e, como meu esposo tem uma página no TikTok, ele filmou e postou. Mas aí entra esse Marcos na história. Nem sabemos quem é, mas pegou o vídeo do TikTok, editou e mandou para geral como se fosse dele. Ainda mentiu, porque não foi em Camapuã”, afirma.
Família tem registro do conteúdo. (Arquivo Pessoal)
“Vamos registrar um boletim de ocorrência contra ele. Pessoas de mau caráter pegam o vídeo do TikTok e querem levar os créditos”, pontua.
A reportagem entrou em contato com Marcos Maia, pelo WhatsApp, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para pronunciamento.
Vídeo raro
De acordo com o Icas (Instituto de Conservação de Animais Silvestres), o tatu-canastra é uma espécie fossorial e de hábitos principalmente noturnos, passando grande parte da vida dentro de suas tocas, o que torna encontros como esse quase impossíveis, até mesmo para pesquisadores que dedicam anos ao estudo da espécie.
O encontro é um lembrete da beleza, do mistério e da importância de conservar esse animal fascinante, símbolo dos biomas sul-mato-grossenses e parte essencial da biodiversidade do Cerrado.
Fonte:midiamax












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