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Guerra territorial pelo tráfico se espalha em MS e Ivinhema recebe reforço da PM após mortes
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Guerra territorial pelo tráfico se espalha em MS e Ivinhema recebe reforço da PM após mortes

A guerra territorial pelo tráfico de drogas se espalhou em Mato Grosso do Sul e o município de Ivinhema recebeu reforço da PM (Polícia Militar) após um assassinato e um atentado.

Com as equipes atuando na região de Ivinhema e Nova Andradina, o Batalhão de Choque tomou conhecimento da suspeita da autoria do assassinato que vitimou Jean Marlon Conceição da Silva e do atentado contra uma grávida de 19 anos. Assim, intensificou o patrulhamento e, na manhã de domingo (26), houve um confronto em Ivinhema.

Na ocasião, Lucas Maciel Nunes, de 21 anos, vulgo “Luquinha”, e André da Silva de Andrade Gama, de 22, conhecido como “Jamaica”, morreram ao reagirem à abordagem policial.

 
 De acordo com o major Cleyton da Silva Santos, comandante do Batalhão de Choque, “Jamaica” era apontado como autor do assassinato contra Jean e do atentado contra a grávida. “Luquinha” estaria na garupa da motocicleta com “Jamaica”.

Apesar de novos, os jovens acumulavam uma extensa ficha criminal. “Luquinha” respondia a quatro furtos, roubo à mão armada, três lesões corporais, duas lesões corporais graves, quatro ameaças, três delitos de violência doméstica, além de passagens por porte de drogas e outra por corrupção de menor.

No caso de “Jamaica”, a situação se repete. Ele tinha passagens por crimes semelhantes aos do comparsa, mas acumulava cerca de 7 ocorrências por tráfico de drogas e uma por tentativa de aborto.

Após o confronto em Ivinhema, imagens de uma câmera de segurança passaram a circular. Nas imagens, é possível visualizar os militares do Choque chegando ao imóvel, os disparos e, em seguida, pedidos pela vida.

Diante das imagens, o comandante do Batalhão de Choque explicou que os policiais foram ouvidos e relataram os fatos. Segundo ele, os pedidos pela vida vieram somente após os disparos de arma de fogo.

Guerra territorial pelo tráfico se espalha em MS e Ivinhema recebe reforço da PM após mortes

Confronto em Ladário
Horas depois do confronto em Ivinhema, “Chacal”, de 49 anos, também ignorou a ordem policial e morreu em Ladário, a 426 quilômetros de Campo Grande, na noite de domingo (26). “Chacal” era pai de um suspeito que havia rompido a tornozeleira eletrônica e que estava sendo alvo de buscas da polícia por ser conhecido por roubos e furtos na região.

O suspeito procurado pelos militares fugiu para um terreno baldio quando a equipe chegou ao imóvel na noite de domingo (26). Ele teria pulado um muro para entrar em casa.

Em seguida, os policiais entraram na referida casa e se depararam com “Chacal”. “Esse ‘Chacal’ era o pai do indivíduo que havia rompido a tornozeleira. Chacal estava com o revólver 38 em mãos, [sendo] também conhecido no mundo criminoso. Ele não respeitou a ordem de parada da equipe, apontava para a equipe policial, e a equipe não teve outra alternativa a não ser realizar ali o disparo de arma de fogo e conter essa injusta agressão”, explicou o major Cleyton, comandante do Batalhão de Choque.

Posteriormente, durante buscas na residência, foram encontrados entorpecentes e a tornozeleira que havia sido rompida pelo filho de “Chacal”. A ficha criminal do homem também era extensa.

“Ele tinha três tráficos de drogas, seis furtos qualificados, porque ele era muito conhecido ali por fazer aquela transposição dos veículos para a Bolívia. Ele organizava e orquestrava esse crime na região. Também tinha passagens por receptações de veículo, quatro portes de armas, duas ocorrências de disparo de arma de fogo em via pública, três tentativas de homicídio, três ocorrências de ameaça, duas lesões corporais e uma ocorrência de violência doméstica”, detalhou o major.

As informações sobre os confrontos foram divulgadas durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27). A corporação também divulgou um balanço com mais de 275 presos em flagrante, 70 veículos recuperados e mais de 138 armas de fogo apreendidas em 2026.

Neste ano, temos mais de 138 armas de fogo apreendidas que foram retiradas de circulação, e são essas armas que são utilizadas pelo crime para assolar, para amedrontar e para subjugar a sociedade como um todo. Levamos à cadeia 127 pessoas com mandados de prisão e temos um número de mais de 11 toneladas de entorpecentes apreendidas como um todo”, destacou o major Cleyton da Silva Santos, comandante do Batalhão de Choque.

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