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Idosa morre após esperar sete horas por internação em Dourados
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Idosa morre após esperar sete horas por internação em Dourados

Eva Pereira Cavalcante, de 65 anos, morreu após aguardar cerca de sete horas para ser internada no Hospital Presbiteriano Mackenzie, em Dourados. Ela havia sido transferida de Rio Brilhante durante a madrugada de quarta-feira (29), por meio do sistema estadual de Vaga Zero, diante da suspeita de infarto.

Segundo boletim de ocorrência registrado pela equipe responsável pelo transporte sanitário, a ambulância chegou ao hospital por volta das 0h40. Apesar de a vaga para atendimento especializado em cardiologia ter sido previamente aceita, a paciente teria permanecido dentro do veículo até aproximadamente as 7h, quando foi admitida na unidade.

Conforme o "Campo Grande News", o registro policial foi realizado pela equipe médica do transporte, acompanhada de uma enfermeira e de uma testemunha, com o objetivo de documentar a demora no recebimento da paciente e solicitar a apuração do cumprimento do protocolo de Vaga Zero.

Conforme a ficha de transporte, Eva apresentava dor abdominal intensa, náuseas, vômitos, palidez e alteração no exame de troponina, marcador que pode indicar lesão cardíaca. Ela também possuía histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica e havia sofrido recentemente um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Durante o período de espera, a paciente permaneceu sob os cuidados dos profissionais de saúde que realizaram a transferência. Após ser internada, ela morreu.

Até o momento, não foi divulgada oficialmente a causa da morte.

Também não há confirmação de que o tempo de espera tenha contribuído para o agravamento do quadro clínico ou para o óbito.

O caso foi registrado na Polícia Civil e será apurado como possível omissão de socorro. As circunstâncias da demora, o fluxo da regulação estadual e os procedimentos adotados pelo hospital deverão ser analisados durante a investigação.

O outro lado

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) foi procurada pelo "Campo Grande News" para esclarecer o processo de regulação, informar se foi comunicada sobre a demora na admissão e dizer se será aberta apuração administrativa.

O Hospital Presbiteriano Mackenzie também foi questionado sobre os fatos relatados no boletim de ocorrência. Nenhuma das instituições havia se manifestado até a publicação. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

O Hospital Mackenzie mantém contrato com o Município de Dourados para a prestação de serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Estado figura como interveniente no acordo, que prevê repasse mensal estimado em R$ 1,61 milhão para a execução do plano operativo da unidade.

 

 

 

Fonte:ivinoticias

 

 

 

 

 

 

 

 

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