Foi identificado como Jean Gabriel Rapini de Souza, de 24 anos, o homem que morreu após ser baleado durante um confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, no início da noite desta segunda-feira (10), na região do bairro Santo Antônio, em Campo Grande.
Conforme informações repassadas pelo Batalhão de Choque, a ocorrência teve início durante patrulhamento ostensivo. Os policiais identificaram um veículo utilizado para transporte por aplicativo que trafegava pela Avenida Duque de Caxias e perceberam um comportamento considerado suspeito por parte do passageiro.
A equipe passou a acompanhar o veículo e realizou a abordagem na rua Manoel Ferreira, nas proximidades do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).
O motorista desembarcou imediatamente e informou que trabalhava como motorista de aplicativo. Jean, entretanto, permaneceu dentro do carro mesmo após receber ordem para sair.
Segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, após uma nova determinação, o passageiro saiu do veículo com uma arma de fogo em uma das mãos e efetuou um disparo na direção dos policiais.
Diante da agressão, os militares reagiram e houve confronto. Jean foi atingido e caiu ao solo. Após a ameaça ser cessada, os policiais realizaram a aproximação e o desarmaram.
Ainda de acordo com o Choque, durante a busca foram apreendidos uma arma de fogo e uma quantidade de cocaína, aparentemente fracionada para comercialização.
Homem tinha histórico de latrocínio e roubos
O levantamento do histórico policial de Jean Gabriel aponta registros de ocorrências desde 2018, quando ainda era adolescente.
Entre os registros aparecem receptação e receptação culposa, em 2018. No ano seguinte, constam ocorrências envolvendo roubos, inclusive com emprego de arma de fogo, associação criminosa, porte e posse irregular de arma de fogo, além de outros registros.
O ano de 2020 concentra os registros de maior gravidade. Naquele período, aparecem ocorrências de roubo majorado pelo emprego de arma de fogo, concurso de pessoas e restrição da liberdade da vítima, associação criminosa e porte ou posse ilegal de arma de fogo, entre outras.
Também consta no histórico um registro relacionado a roubo qualificado com resultado morte, ocorrido em Campo Grande.
Na ocasião, em abril de 2020, Jean tinha 17 anos e foi apreendido por participação no assalto que terminou com a morte do taxista Luciano Barbosa Franco, de 44 anos. Segundo informações da investigação divulgadas à época, o adolescente era apontado como responsável pelo disparo que atingiu a cabeça da vítima.
Por se tratar de fato ocorrido quando Jean era adolescente, o registro é tratado juridicamente como ato infracional, e não como antecedente criminal nos mesmos termos aplicáveis a um adulto.
Registros mais recentes
Depois de 2020, o histórico também registra ocorrências envolvendo lesão corporal e violência doméstica. Em 2021, há registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica e porte de drogas para consumo pessoal.
Já em 2025, aparecem registros relacionados a ameaça, injúria, vias de fato, descumprimento de decisão judicial que concedeu medidas protetivas de urgência e lesão corporal contra mulher por razões da condição do sexo feminino. Parte dessas ocorrências resultou em prisão em flagrante.
Há ainda registro de 2023 no qual Jean aparece como suspeito em ocorrência de furto.
Fonte:douradosnews












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