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MS está entre os 4 estados brasileiros com maior taxa de feminicídio do país
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MS está entre os 4 estados brasileiros com maior taxa de feminicídio do país

Mato Grosso do Sul ocupa a quarta colocação entre os Estados com maior risco proporcional para as mulheres no Brasil. Conforme o relatório “Retrato dos Feminicídios no Brasil (2021–2025)”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quarta-feira, em 2025, o Estado registrou 39 feminicídios, com taxa de 2,6 mortes para cada 100 mil mulheres, uma das mais altas do país e acima da média nacional, que foi de 1,43.

Mato Grosso do Sul ficou atrás apenas de estados do Acre (3,2), Rondônia (2,9) e Mato Grosso (2,7), ocupando o grupo com maior incidência proporcional de assassinatos de mulheres por razões de gênero.

No acumulado de cinco anos (2021–2025), o crescimento da violência em MS foi de 14,3%, com alta de 10,5% entre 2024 e 2025. O dado coloca o Estado em um cenário persistente de violência letal doméstica, diferente do que ocorre em parte do país. Foram registrados 33 feminicídios em 2021, 44 em 2022, 30 em 2023 e 35 em 2024, com taxa variando de 2,1 a 3,1 feminicídios por grupo de 100 mil mulheres.

Em nível nacional, os Estados que apresentaram aumentos mais expressivos foram o Amapá (+120,3%), São Paulo (+96,4%) e Rondônia (+53,8%).

Medidas protetivas

Outro dado que se destaca no levantamento é a relação entre feminicídios e MPU (Medidas Protetivas de Urgência), previstas na Lei Maria da Penha.

Em Mato Grosso do Sul, segundo o estudo, 5,9% das mulheres assassinadas tinham medida protetiva vigente no momento da morte (dados com base em 2021). Embora o percentual seja inferior à média nacional (13,1%), ele evidencia que a proteção formal nem sempre é suficiente para impedir o desfecho fatal.

A morte de Aline Barreto da Silva, de 33 anos, em dezembro de 2025, em Ribas do Rio Pardo, é um exemplo deste caso. A mulher estava com medida protetiva contra o agressor desde abril daquele ano, mas a proteção estava inativa no momento do crime após o casal retomar o relacionamento. Aline foi esfaqueada dentro da própria casa, assassinada pelo ex-companheiro, Marcelo Augusto Vinciguerra, de 31 anos, na presença dos filhos da vítima.

Desigualdade estrutural

Em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. O Brasil avançou na legislação e tornou o feminicídio crime autônomo com a maior pena prevista no Código Penal, mas o relatório chama a atenção para os desafios da implementação.

Embora o relatório não detalhe o recorte racial específico por Estado, o estudo também reforça que o feminicídio atinge, em sua maioria, mulheres negras e adultas. O perfil das vítimas no país, traçado a partir da análise de 5.729 registros entre 2021 e 2024, mostra que 62,6% das vítimas eram negras e metade tinha entre 30 e 49 anos, mulheres em idade produtiva, muitas vezes responsáveis pelo sustento da família.

No entanto, a violência começa cedo, sendo que 29,4% das vítimas tinham entre 18 e 29 anos. Outros 15,5% tinham mais de 50 anos, o que demonstra que o risco se estende até a terceira idade.

O estudo também confirma que o feminicídio é, majoritariamente, um crime cometido por alguém próximo. Quase 60% das vítimas foram mortas pelo parceiro íntimo, e 21,3% pelo ex-companheiro. Apenas 4,9% dos casos envolveram desconhecidos. A autoria é predominantemente masculina, sendo que 97,3% dos crimes com autor identificado foram cometidos por homens.

Os números desmontam a ideia de violência aleatória e reforçam que o feminicídio está ligado a relações afetivas marcadas por controle, posse e desigualdade de poder. Um caso que ganhou notoriedade no Estado, em 2025, foi a morte da jornalista Vanessa Ricarte, que foi assassinada, no dia 12 de fevereiro, ao ser esfaqueada pelo ex-noivo, o músico Caio Nascimento.

O modo como essas mulheres são mortas também revela a brutalidade do contexto doméstico. Quase metade dos casos (48,7%) envolveu arma branca, como faca, machado ou canivete. Em 25,2% dos registros, o instrumento foi arma de fogo.

A residência da vítima é o principal cenário da violência, pelo menos 66,3% dos feminicídios ocorreram dentro de casa, enquanto 19,2% aconteceram em vias públicas. O dado reforça que o espaço que deveria representar proteção é, para muitas mulheres, o local de maior risco.

 

fonte:https://www.ivinoticias.com.br/noticia/164873/ms-esta-entre-os-4-estados-brasileiros-com-maior-taxa-de-feminicidio-do-pais

imagem:https://www.ivinoticias.com.br/noticia/164873/ms-esta-entre-os-4-estados-brasileiros-com-maior-taxa-de-feminicidio-do-pais

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