Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta sobre as canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai e contrabandeadas para o Brasil. Segundo a agência, os produtos produzidos em ambos os países não têm similaridades entre si e por isso, não podem ser comparados.
A nota foi publicada após o jornal Folha de S.Paulo divulgar uma reportagem sobre uma análise realizada pela Unicamp, que aponta que canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai contêm princípios ativos equivalentes aos do Mounjaro.
No entanto, para garantir que um medicamento seja equivalente a outro, é necessário realizar o chamado teste de biodisponibilidade, que mede a quantidade e a velocidade com que o medicamento entra na corrente sanguínea, bem como o tempo que leva para ser eliminado pelo organismo.
De acordo com a Anvisa, o CIATox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) da Unicamp verificou apenas a presença, a concentração e a estrutura molecular da tirzepatida, princípio ativo presente no Mounjaro. Portanto, a identificação do mesmo princípio ativo não é suficiente para concluir que esses medicamentos sejam equivalentes.
Para comprovar essa equivalência, é necessário realizar estudos específicos que avaliem se os produtos apresentam o mesmo desempenho, qualidade, segurança e eficácia.
Vale destacar que as canetas fabricadas no Paraguai não possuem registro no Brasil e, por isso, não passaram pela avaliação exigida para comprovar sua qualidade, segurança e eficácia antes de serem comercializadas.
FONTE;MIDIAMAX-https://midiamax.com.br/cotidiano/2026/anvisa-nega-canetas-emagrecedoras-paraguai-sejam-equivalentes-mounjaro/












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