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Sem chuva e com baixa umidade do ar, área queimada no Pantanal aumenta 770% em 2026
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Sem chuva e com baixa umidade do ar, área queimada no Pantanal aumenta 770% em 2026

Dados de 2026 indicam que, até o momento, houve um aumento de 770,7% da área queimada no bioma, quando comparado aos índices de 2025 nesse mesmo período do ano, de 1º de janeiro a 15 de julho.

Segundo o informativo elaborado pela equipe técnica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul), em 2025, a área queimada, em hectares, do bioma do Pantanal era de 6.762. No entanto, em 2026, são 58.878.


 Isso, claro, é resultado do aumento dos focos de calor na região. Em 2025, eram 69, mas, em 2026, já são 149 — 115,9% a mais.

A previsão para os próximos dias, porém, não traz alívio para este cenário. De acordo com o Cemtec, até a próxima quinta-feira (23), haverá predomínio de sol, com temperaturas mínimas variando entre 25°C e 28°C e temperaturas máximas entre 34°C e 38°C.

 

Além disso, a baixa umidade relativa do ar persistirá, variando entre 10% e 30%, índices muito abaixo do recomendado para a saúde humana e também para a vegetação, que fica mais suscetível aos incêndios.

Outro fator pode ser determinante nos casos de incêndios florestais durante este período: a atuação do vento. Sem previsão de chuva, os próximos dias podem ser sensíveis para ocorrências de incêndio em vegetação. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), dois alertas prevalecerão sobre Mato Grosso do Sul: um de vendaval — que pode fazer com que as chamas se propaguem muito rapidamente, com ventos chegando a 100 km/h — e outro de baixa umidade do ar.

Previsão sazonal de probabilidade de fogo
Mas não é só a região pantaneira que está sob alerta para incêndios em vegetação. A previsão da probabilidade de fogo para o trimestre de agosto, setembro e outubro de 2026 mostra que a maior parte de Mato Grosso do Sul se encontra sob níveis de risco de fogo, entre ‘atenção’ e ‘alerta’.

Cidades das regiões pantaneira, norte e nordeste se encontram sob níveis de ‘alerta alto’. Dos 79 municípios do Estado, apenas 9 estão sob ‘observação’.

Equipes do Corpo de Bombeiros estão em atuação nas regiões mais críticas desde 1º de janeiro. Desde então, 402 bombeiros militares atuaram nas ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais.

Outros biomas
Paralelamente, os biomas do Cerrado e da Mata Atlântica apresentam um cenário mais estável quando comparados ao Pantanal. Ambos apresentaram redução no número de focos de calor e área queimada.

Em 2025, a área queimada no Cerrado de Mato Grosso do Sul chegou a 24.783 hectares nos primeiros sete meses. Já neste ano, o número para este mesmo período é de 14.615, uma redução de 69,9%. Os focos de calor também tiveram uma redução de 44,5%.

Situação similar ocorre no bioma da Mata Atlântica. Em 2025, 2.450 hectares foram consumidos pelo fogo. Já este ano o número reduziu, chegando a 2.173, uma diferença de 12,7%. Os focos de calor reduziram 44,7%, saindo de 85 para 47.

 

 

Fonte:midiamax

 

 

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